Das inúmeras possibilidades que temos. De nossos egos alternativos, resultados de escolhas diferentes que faríamos e/ou fizemos que redundaram ou redundariam em outros fatos, outras vidas… Isso, na minha vida, dá muito que pensar. Se não fosse a Fátima, naquele prostíbulo, a se interessar por mim e me reerguer a condição de mínima dignidade humana, dando-me teto e trabalho, eu teria enlouquecido em poucos meses e me suicidado; eu tinha dezessete anos e pensava muito no suicídio por não suportar mais o frio e a fome. Mas foi minha a escolha: eu preferi enfrentar o frio e a fome por cinco anos a enfrentar a violência de meu pai…