Não quero com isso dizer que não toco terra firme; sim, vez por outra aportei nas villas de algumas damas, onde até me iludi e julguei ter encontrado a estação de meu destino. Juras de convivência eterna, como se isso fosse amor eterno; quimeras! Há pessoas que são assim: procuram um lugar, um alguém, fincam lá sua bandeira e atravessam a vida com seu barco atracado, a quilha sendo tomada por mariscos, a madeira rangendo, como que a reclamar a falta de léguas, e que esperam o tempo passar para que este resolva os problemas da vida, desaguando na morte. E terminam suas vidas amarguradas, pensando num possível por-do-sol perdido em Capri (algumas de minhas mulheres foram como Capri; outras me lembraram muito a Finlândia),