Saí mais do trabalho hoje. Concessão do chefe, que viu o serviço do dia terminado e eu jogando paciência para fazer o tempo passar. Ele me disse: “cara, vai pra casa, se você está fazendo em seis horas o que outra pessoa não fazia em dez comece a chegar as 8 da manha e sair às 5 ou até mesmo 4 e meia. O que me interessa é produção, não carga horária…” Diante de tanta bondade sorri. A alegria consistia em estar livre do trafego na Brás Leme inteira, tanto quanto na Avenida Rudge, dois corredores para o inferno. Pois foi na Brás Leme que ele entrou no ônibus. Bêbado. Uma mancha de sangue no rosto, ressecada.