O objetivo deste artigo é abordar introdutoriamente uma lacuna apresentada em artigos anteriores, abordando "algumas variáveis" empregadas pela Inquisição para definir o que era "bruxaria" no âmbito da sexualidade.

Witches' Sabbath (1789) por Goya
Primeiramente, apresentarei uma breve revisão histórica da Inquisição, demonstrando como divindades antigas foram demonizadas pelo cristianismo e o processo pelo qual vários fenômenos naturais foram atribuídos à bruxaria. Neste artigo, uso como referência o próprio manual dos inquisidores, "Malleus Maleficarum - O martelo das Feiticeiras", dos inquisidores Kramer e Sprenger (1991). Como fonte secundária, Byington (1991) em seu prefácio na tradução do "Martelo das Bruxas", Bataille em "O Erotismo" (1980), Seligmann (1948) em "História da Magia" e, por fim, "A Inquisição" de Baigent e Leigh (2001).