Aí começamos a conversar. Ele disse que aquela profissão era a melhor do mundo, eram 26 anos de diversão. Mas como ele não especificou qual, se era policial ou taxista... Brida ? Que profissão? De policial? Ele ? Não! De taxista. Brida ? Ah, bom, porque senão eu ia oferecer o horário no meu analista porque o senhor estaria precisando muito mais do que eu! (Os dois riram) Ele ? Pois é, mas eu não troco essa profissão por nenhuma outra porque eu sempre posso encontrar pessoas interessantes e divertidas como você. E o trânsito é uma coisa que não me estressa. Brida ? Bom, eu sou pára-raio de maluco e situações bizarras e encontro malucos como eu e até piores às vezes em qualquer lugar, até pela internet. Acho que se eu fosse taxista seria até um martírio. Imagina os passageiros que iriam aparecer para o meu táxi? E eu também já estou estressada com o trânsito. Ele ? Ah, nesse caso então, eu tenho que concordar. Ainda bem que não estamos em São Paulo que tem muito mais carro e tem que fazer rodízio. Brida ? Foi bom o senhor tocar nesse assunto. Na verdade esse rodízio pra mim nunca teve lógica, ou, eu nunca consegui entender. O senhor poderia me explicar? Como eles esperam diminuir o número de carros rodando num lugar onde todo mundo tem mais de um carro com final de placa diferente para ter sempre um carro para usar no tal do rodízio? Seria essa uma lógica lusitana? Ele ? Olha, agora que você falou, faz sentido. Pela sua aparência eu diria que você é filha ou neta de portugueses, acertei? Eu sou filho. Brida ? Ih, moço, foi mal. Eu não sou filha e nem neta, mas sou descendente sim. E sacaneio do mesmo jeito. Ele ? E eu então? Sou filho e sacaneio também! Brida - Ora, pois, pois! Os dois ? Hahahahahaha! Nesse ponto surgiu a paisagem safada do título do post. Ele ? Moça, eu vou te contar uma estória, mas é verídica, viu? Aconteceu e foi comigo! Brida ? Moço, eu nem sei o que é ainda, mas acredito no senhor. Sou vítima de situações bizarras, esqueceu? Ele começou a contar uma estória sensacional. No ano passado ele levou a mãe dele à Portugal (ela é portuguesa), mas ela tinha que tirar uma nova ?cédula de identidade? no Consulado para poder viajar. E lá foi ele ao Consulado para tirar a tal nova ?cédula de identidade? da mãe dele. Segundo ele, o Consulado fica perto da OAB, em frente ao aeroporto Santos Dumont.